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ClioWilliams Garage, V2.0 (Cortina Lotus MK1 - Página 3)

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ClioWilliams:
Pois bem, mais de meio ano após a minha última contribuição para os Road Cars 1:18, decido arrancar com um tópico novo, para gradualmente mostrar a minha colecção com a qualidade fotográfica que a mesma merece, algo que não me satisfazia em posts mais antigos no tópico que mantinha até ao momento. Espero que esta nova reencarnação do cantinho onde mostro as minhas aquisições traga uma maior regularidade nas minhas postagens, algo para o qual tem faltado tempo nos últimos meses. Introduzida que está a "V2.0" da minha garagem, aqui fica o índice das miniaturas que este espaço alberga.  [:smile:]

Índice

Página 1

Honda City Turbo II (AUTOart)


Página 2

Porsche 356B Coupé (Bburago)


Página 3

Ford Cortina Lotus MK1 (AUTOart)

ClioWilliams:
Honda City Turbo II (AUTOart)

Dou início a este tópico com uma miniatura que, por aquilo que a Enciclopédia indica, não existe em nenhuma colecção das que podem ser consultadas por aqui, que representa um 1:1 que nunca vi ao vivo, mas que passei a admirar graças a um jogo que talvez não conheçam, de seu nome Gran Turismo. Não vos diz absolutamente nada, certo?  [:lol02:]

Já há algum tempo que esta peça se encontra na minha posse, tendo sido adquirida num GB Natalício à CK em 2015. Há vários anos que andava com este Honda debaixo de olho, e até preferia ter o branco. No entanto, o preço a rondar os 60€ fez com que não pudesse perder esta oportunidade, e verdade seja dita, surpreendentemente, este é um dos melhores AUTOart que possuo. Nas próximas linhas explico porquê.  [:smile:]

Para quem não está familiarizado com a história deste compacto Japonês (que não é considerado um Kei Car por questões maioritariamente ligadas à cilindrada), o Honda City foi lançado em 1981, tendo a sua gama conhecido versões de 4 e 5 lugares, um descapotável desenhado pela Pininfarina e até um comercial, todos eles equipados com um "4 em linha" de 1231cc, a debitar 44 ou 67 cavalos consoante as versões. À semelhança dos mais antigos N360 e N600, que podiam vir acompanhados da saudosa Monkey na bagageira, também o City podia, opcionalmente, ser vendido com uma "motinha" que, neste caso, mais parece um tijolo de Lego. Trata-se da Motocompo, uma scooter de 50cc desenhada para caber na perfeição na mala deste pequeno Honda, com a particularidade de esconder na carenagem o banco e o guiador. Pode-se dizer que, de alguma forma, a Honda propôs uma solução para o congestionamento dos grandes centros urbanos do Japão, já que o objectivo deste "package" era reduzir o uso deste carro nas cidades (irónico, não é?  [:smile:]), proporcionando aos proprietários do mesmo uma alternativa extremamente prática para as deslocações neste meio. Criatividade Japonesa ao mais alto nível.  [:clap:]

A versão Turbo chega em Setembro de 1982, equipada com o mesmo motor das restantes opções da gama, desta vez a debitar uns mais interessantes 99 cavalos, sendo de destacar que este era um dos pouquíssimos Honda não-kei car a utilizar um "caracol" até à chegada do Civic Type-R FK2. Esta versão surge no mercado graças a Hirotoshi Honda, filho do fundador da marca, Soichiro Honda, e o responsável pela criação de uma certa tuning house chamada Mugen. De facto, o primeiro City Turbo não foi um projecto da própria Honda, mas a verdade é que esta considerou a ideia tão interessante que decidiu produzir este "one-off" em massa. O Turbo II, a versão que aqui apresento, chega em Novembro de 1983, juntando à equação pára-choques e guarda-lamas de desenho e dimensões bem mais agressivas, que fizeram com que esta versão fosse apelidada de "Bulldog", um intercooler e autocolantes específicos desta versão. Além do intercooler, outras alterações mecânicas fizeram com que a potência ascendesse aos 110 cavalos, um valor interessantíssimo para uma "pulga" de 3,40m de comprimento e 735 kgs de peso. O que eu adorava poder importar um carrito destes, com a bela da Motocompo na mala, claro.  [:babado:]

Quanto à miniatura, a AUTOart fez aqui um excelente trabalho. Inserido na gama Millenium, posso desde já dizer que os únicos pontos melhoráveis desta peça são as dog-legs na tampa da mala (que por acaso até conta com um amortecedor) e uma dedada "carimbada" a cola do chinoca que tratou do interior do meu exemplar. O molde é excelente, sem quaisquer marcas e respeitando as reduzidas dimensões do 1:1, os "ombros" encontram-se perfeitamente esculpidos e a pintura não merece reparos, já que não existem painéis com casca de laranja e o grão do metalizado é muito correcto. O motor é tão vistoso quanto bem realizado, e o capot tem representados vários autocolantes informativos que conferem outra piada à parte inferior, sendo de referir que a vareta que ajuda que este se mantenha aberto encontra-se acompanhada de um pequeno buraco onde a mesma pode ser encaixada, pormenor esse que deverá ter sido baseado no 1:1. Muito bem, AUTOart!  [:clap:]

O interior, sem surpresas, é muito completo, e conta com a presença de um elemento que só conheço noutra miniatura desta marca, o Toyota GT86. Trata-se dos tapetes, executados num tecido mais áspero que o flock que se encontra por baixo dos mesmos, e com um aspecto extremamente realista. Ora aqui está um pormenor em que as marcas de miniaturas podiam (deviam) investir com maior frequência. Abrindo a bagageira, apercebemo-nos que o tapete da mala (realizado em flock na metade superior e em napa por baixo) pode ser retirado para se aceder ao pneu suplente, neste caso um space saver cuja qualidade de acabamento está acima de qualquer crítica. No entanto, o pormenor mais delicioso deste compartimento, e da miniatura em si, é a presença da minúscula Motocompo, que cabe sem qualquer problema na mala do City, tal como as reais, e que inclui acessórios como dois "selins", um que representa o mesmo na posição em que a scooter pode ser conduzida e outro que encaixa nas carenagens (acredito que fosse bastante complicado reproduzir um único banco que fosse móvel), o guiador e uma peça pequeníssima de plástico que pode ser colocada no mesmo sítio das "handlebars", simulando a inserção destas no interior da Motocompo quando não se encontram a ser utilizadas. Em suma, um dos meus AUTOart preferidos, que representa um Honda que muitos só conhecerão através dos videojogos (eu incluído), mas que adorava ter na minha garagem de sonho. Não havendo essa possibilidade, já me dou por contente por poder contar com uma reprodução à escala deste simpático cubo, provavelmente a miniatura mais fora do comum na minha ainda curta temática de carros Japoneses.  [:smile:]

Mantendo uma tradição do tópico antigo, mostro agora dois vídeos, sendo o primeiro um anúncio de televisão, e o segundo dedicado à Motocompo, pela mão do Mighty Car Mods:

http://www.youtube.com/watch?v=40GJKlEHJnk

http://www.youtube.com/watch?v=Gk9SJHcN8qs

Fotos tiradas no Miradouro de Almada, com edição em Adobe Lightroom, e na companhia do rodrinoc.  [:happy14:]

















Continua...

ClioWilliams:
Parte 2

















Continua...

ClioWilliams:
Parte 3 e última

















FIM

rodrinoc:
Muito castiça, a mini!

Fotos meh, review meh.

NEXT!  [:clap:]

PS: Já disse que a mini é fofinha?  [:wow:]

PPS: Agora a sério, grande evolução nas fotos, mas ainda tens de controlar o CPL, estão bem definidas e enquadradas, e este spot é mesmo muito bom, como já tínhamos visto antes.

Quanto à review, muito completa e detalhada, no que toca ao 1:1 e considero uma avaliação justa, a que fizeste.

Excelente início para uma nova vida em termos de tópico, venham os próximos e, se puder, farei companhia, uma vez mais. Isto porque tens de me aturar.  [:tongue2:]

PPPS: A mota, rico pormenor!

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