Desta vez, vamos para mais um Alpine. Já faltava este menino na minha área dos carros franceses.
Este modelo já foi postado cá no Fórum, mas numa versão anterior e noutra cor. Este é o último modelo da A110 que saiu em 1977 e numa cor pouco habitual.
Alpine A110 1600 SX (1977) O Alpine A110, também conhecido como o "Berlinette", foi produzido pela Alpine entre 1965-1977. O Alpine A110 foi apresentado como uma evolução do A108, um “bicho” nunca visto cá no Fórum, ao contrário do A110 que é praticamente um carro de culto.
Como outros Alpine de estrada, o A110 usava muitos componentes Renault, nomeadamente os motores, nomeadamente do R8. Tal como o A108, o A110 tinha um chassis de aço com carroçaria de fibra de vidro e que tinha uma traseira maior para acomodar motores maiores (que o A108, isto é).
O A110 foi inicialmente motorizado pelo 1,1 L do R8 com 66cv e a partir de 1965 pelos motores R8 Gordini, com 95cv às 6.500 rpm. O carro foi depois equipado também com motores de 1.300cc que iam até aos 120cv. Mais tarde, houve novos motores Renault de 1600cc com preparação que chegaram aos 125cv. A versão que estou a mostrar aqui é o 1600SX que saiu já em 1977 (depois da crise petrolífera), com uma potência de 93cv.
O A110 ficou famoso na década de 1970 como um carro de rali. Depois de vencer vários rallyes em França ainda na década de 1960 com o motor do R8 Gordini, o carro foi equipado com um motor mais potente (do Renault 16 TS). Com dois carburadores duplos Weber, o motor desenvolvia 125cv às 6.000 rpm, o que permitia ao 1600S de produção atingir uma velocidade máxima de 210 km/h.
O carro alcançou fama internacional durante as temporadas de 1970-1972, quando participou no recém-criado Campeonato Internacional de Construtores, ganhando vários rallyes por toda a Europa (nomeadamente, o Rally de Monte Carlo 1971) e sendo considerado um dos carros mais fortes da sua época. Entretanto, em 1973 a Alpine foi comprada pela Renault que decidiu usar o carro no novo WRC (World Rally Championship) de 73. O carro ganhou a maioria das provas (nomeadamente, Monte Carlo, que então tinha uma importância muito superior à de hoje), tornando-se o primeiro Campeão Mundial de Rally.
Em 1974, com a chegada do Lancia Stratos de motor central, o primeiro carro projetado a partir do zero para os rallyes, começou a ser mais claro que a época do A110 estava a chegar ao fim. Apesar de alguns desenvolvimentos a nível de motor e suspensão, a performance do carro não aumentou de forma relevante (o carro já estava no limite, se assim quiserem). Ou se quiserem olhar para a questão de outra forma, o Stratos tornou-o “obsoleto”.
A versão que estou a mostrar é o A110 1600SX e que se diferencia exteriormente do típico A110 que todos conhecemos, por exemplo na traseira: os faróis traseiros são diferentes, como podem verificar…

Com um A110 anterior e no azul tradicional

Alpine A110 1600SX (1977) – Otto Models A miniatura é uma Otto (edição limitada a 2.000 exemplares) e como é habitual nas criações da marca, é em resina e bastante razoável no exterior, interior e fiel aos detalhes do carro real.
Para mim, esta mini está mesmo muito bem, devendo ser uma das melhores criações da Otto. Não lhe encontro defeitos e só vejo coisas boas, para ser franco. Veja-se o trabalho nos faróis dianteiros e traseiros, por exemplo, que estão muito bem. Igual para os cromados e a superfície vidrada e para os limpa pára-brisas. As jantes também estão ok e o interior está mesmo muito bem.
Depois o pormenor dos autocolantes nos vidros da frente (o selo) e atrás (da marca) está impecável. Globalmente, gostei muito e a miniatura está verdadeiramente fotogénica. Por isso, até foi difícil parar de tirar fotos e seleccionar as poucas que resolvi postar.
Por último, a mini tem esta cor muito pouco habitual e por isso já está num patamar de “raridade” muito simpático. E não sendo o azul Alpine de que todos gostamos, fica-lhe bem. Aliás, ao vivo fica melhor que nas fotos…
Bom, vamos às fotos… Espero que gostem.







Continua…