Desta vez, vamos para mais um Lotus. Este modelo já foi postado cá no Fórum, mas eu tenho que ir completando a minha garagem de ingleses (e de Lotus já agora) e por isso tinha que partilhar com vocês…
Lotus Esprit V8 (1996) O Lotus Esprit foi produzido pela Lotus entre 1976 e 2004, sucedendo ao Europa.
O carro foi apresentado no Salão Automóvel de Turim, em 1972, como um concept, baseado num chassis alongado do Lotus Europa. Este foi também um dos primeiros projetos do designer Giorgetto Giugiaro da Ital Design. Uma curiosidade: aparentemente, no início foi proposto o nome Kiwi mas como na tradição Lotus todos os modelos começam com a letra "E”, o nome acabou por ser Esprit.
O Esprit foi lançado em outubro de 1975 no salão de Paris e entrou em produção em Junho de 1976, substituindo o anterior Europa. Este primeiro modelo ficou conhecido como o S1 (ou série 1). Com um chassis em aço e uma carroçaria em fibra de vidro, o Esprit era alimentado pelo motor Lotus 907 de 4 cilindros e 2,0 L com 160cv montado longitudinalmente atrás dos passageiros, tal como no Europa. A caixa de velocidades transaxle era uma unidade manual de 5 velocidades também usada no Citroën SM e Maserati Merak. Tal como todos os Lotus, o carro caracterizava-se pelo seu peso reduzido com menos de 1.000 kg.
O Esprit original foi muito elogiado pelo seu comportamento e diz-se que tinha a melhor direção de qualquer Esprit . No entanto, o carro foi considerado como algo sub-motorizado, especialmente em mercados como os Estados Unidos, onde o motor tinha uma potência menor devido às restrições das emissões. Em todo o caso, segundo a Lotus, o Esprit fazia dos 0-100km/h em 6,8 segundos e conseguia uma velocidade máxima de 222 km/h). Diz-se que na prática, era um pouco mais lento…
O carro teve uma série de evoluções, de estética e performance, de que não vamos falar hoje, até chegar à quarta geração (S4), que é aquela que aqui se apresenta.
Serie 4 (S4)
Em 1993, foi lançada a nova geração do Esprit (S4) com evoluções tanto ao nível do exterior como do interior. Este foi o primeiro modelo a incluir direcção assistida. O redesenho exterior foi obra de Julian Thompson, que incluía um novo spoiler traseiro colocado a meio do capot traseiro, pára-choques dianteiro e traseiro e saias laterais mais envolventes, bem como novas jantes de liga leve de 5 raios. O S4 manteve a mesma potência que o anterior SE com 264cv.
Em 1994, surgiu o S4s (S4 Sport), com uma potência aumentada para 300cv. A velocidade máxima subiu para 270 km/h) e as acelerações 0-100 km/h baixaram para 4,6 segundos. Isto com base no anterior bloco de 2.2L, mas com muitas modificações ao nível da ignição, injecção e turbocompressor.
O V8
Em 1996, surge então o Esprit V8, que é o que se mostra aqui. O motor foi apelidado de type 918, com um bloco V8 em alumínio, um duplo turbo (Garrett T3). Foi introduzida também uma nova caixa, resolvendo muitos dos problemas anteriores, mas o carro manteve a mesma transmissão Renault, que é um dos seus pontos fracos… O motor type 918 teve que ser “desafinado” de um potencial de 500cv para “apenas” 350cv, para evitar danos na caixa de velocidades e devido à fragilidade da transmissão Renault. Ele há coisas… Ainda assim, o carro fazia dos 0-100 km/h em 4,4 segundos e atingia uma velocidade máxima de 282 km/h.
Em 1998, a gama V8 foi dividida nas especificações SE e GT, com performances similares mas uma configuração interior muito modificada, sendo o SE o mais luxuoso dos dois.
A encarnação definitiva do Esprit chegou em 1999 com o Sport 350. Foram produzidas apenas 50 unidades. O modelo oferece 350 cavalos de potência , mas com múltiplas modificações no chassis, suspensão e travões.
A produção do Esprit V8 temporariamente cessou em 2004. O carro foi produzido durante 28 anos num total de 10.675 unidades..


E não resisto a um video que explica bem o espirito do Esprit e o Elise. Dois coelhos com uma cajadada…
https://www.youtube.com/watch?v=7foZaD5aRiU Lotus Esprit V8 (1996) - AutoArt A miniatura é uma AutoArt e como seria de esperar é um espanto! Para mais, o vermelho fica-lhe particularmente bem. Este era um dos carros de sonho dos meus tempos de juventude, claro está.
Quanto à qualidade, é quase tudo fantástico. É difícil apontar defeitos, uma vez que é só coisas boas. Veja-se o molde, a pintura, a grelha, as ópticas, o interior, o motor, enfim tudo…
Os faróis escamoteáveis são um detalhe interessante, mas o resto é também quase tudo muito bom. Depois, o carro é muito fotogénico, como quase todos os Lotus e fica muito bem de qualquer ângulo. Foi difícil seleccionar as fotos…
Vamos a elas…










Continua…