Vou iniciar uma nova área na minha garagem a que vou chamar “Carros que eu já tive… ou lá muito perto!”. O primeiro vai ser este, o Peugeot 104. Depois aparecem outros, alguns até já postados aqui por mim aqui no Fórum.
Em alguns casos, não vou conseguir postar os carros no modelo ou na cor exata, mas a vida é mesmo assim. O meu 104 era cinza e infelizmente não um ZS2 cinza escuro como este… Faz-se o que se pode. Em todo o caso, espero que o apreciem, pois está um muito bom trabalho!
Peugeot 104 ZS2 (1979)Este carro (o 104) foi desenhado por Paolo Martin e para os que se lembram, destacava-se no seu tempo por ser um bom compromisso nos pequenos citadinos, num combate que em Portugal era particularmente difícil, tendo em conta a preponderância do R5 e do Fiat 127. O carro foi lançado em 1972, unicamente com a configuração de 4 portas. Posso garantir que tinha grandes virtudes face à concorrência, nomeadamente, o motor, o comportamento e o espaço interior. Era mais carro que um R5, mas isso já sou eu a dizer.
A versão de 3 portas, o coupé só foi lançado em 1974, tendo por base um chassis mais “curto” e o mesmo motor 1.0L. Por curiosidade, este modelo tinha faróis rectangulares e não redondos, como o modelo base. Em 1976, houve um facelift, tendo o 4 portas sido substituído pelo 5 portas, pela transformação do porta da mala, num “portão” maior e ganhando versatilidade. Passou a haver também um motor 1.1L. Por esta altura, surgiram também 2 versões no coupé, uma das quais o ZS (um 1.1 de 64 cv), o antecessor do carro que se mostra neste post.
Em 1981, depois da aquisição da Talbot pelo grupo PSA, surgiu também um sucedâneo do ZS, o Talbot Samba, do qual chegou a haver mesmo uma versão cabriolet.
Já agora e para a história, o 104 foi bastante bem sucedido no seu segmento e manteve-se em produção em França até 88, sendo vendido como uma opção mais low cost ao 205, que surgiu em 1983 e que como sabemos teve grande sucesso. Em 16 anos, foram produzidas 1.624.992 unidades.
Entrando agora no detalhe do ZS2, este menino foi lançado em 1979 e era uma edição limitada de 1.000 unidades. Esta série foi produzida para o carro poder ser homologado para competição no Grupo 2, como era usual na altura.
O 104 ZS2 era praticamente um carro de competição homologado para ser utilizado em estrada. Exteriormente diferenciava-se facilmente dos outros Peugeot 104 pelas listas vermelhas nas laterais, pelos guarda-lamas “alargados” e pelas jantes de 13 polegadas com pneus mais largos. No spoiler dianteiro e na porta da mala surgia em grande a sigla “ZS2”. O habitáculo não tinha quase nada que se pudesse considerar supérfluo, sendo mesmo considerado algo espartano na época, mas tinha a instrumentação desportiva habitual.
Debaixo do capot vinha uma versão melhorada do 1.1 do 104 ZS, com uma cilindrada aumentada para 1.364cc em dois carburadores Solex de duplo corpo, desenvolvendo 93CV e um binário máximo de 123 Nm. Como o carro só tinha 780 kg, andava mesmo muito para um “utilitário” da época, com uma aceleração de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e uma velocidade de ponta de cerca de 180 km/h. Em muitas provas foi considerado o melhor desportivo francês da época. Quando olhamos para o passado este carro tem ainda mais valor histórico, porque foi a primeira tentativa da Peugeot de criar um utilitário desportivo, numa altura em que tinha surgido com grande sucesso o VW Golf GTi. Assim, podemos dizer que este carro é claramente o pai do 205 GTi!

Abaixo podem ver um vídeo do real e verificar como esta reprodução da Otto está fantástica. O vídeo é de um francês que restaurou o dele e parece muito orgulhoso. Compreende-se, porque como só se produziram 1.000 unidades, o carro é raro e procurado no mercado de clássicos…
http://www.youtube.com/watch?v=va55i61wKTc Peugeot 104 ZS2 (1979) - Otto A miniatura é uma Otto (edição limitada a 2.000 exemplares) e como é habitual nas criações da marca, é em resina e bastante razoável no exterior, interior e fiel aos detalhes do carro real.
Para mim, esta mini está espectacular. Veja-se o trabalho nos faróis dianteiros e traseiros, por exemplo, ou na pintura. É difícil apontar quaisquer defeitos a esta reprodução. Mesmo as jantes que parecem um pouco “plásticas” estão de facto com um toque bem parecido com as originais. Para mim, é um dos melhores trabalhos da Otto, mas que actualmente já não surpreende, pois começamos a ficar habituados.
Como eu tive um Peugeot 104, que foi o meu primeiro carro (não, não foi um Citroen…) oferecido pelo meu avô, tinha que ter esta mini, por razões sentimentais. E como esta é, por enquanto, a única forma de ter este modelo em 1:18, cá fica a mini.
Vamos às fotos…










