Continuando a saga dos desportivos ingleses e como parece haver interesse, apresento-vos agora um Jaguar “familiar”!
No Fórum já se postou o Maisto e o Bburago, mas não este que é da Model Icons. Resolvi experimentar…
Jaguar Mk II 3.8 (1959) A seguinte introdução é quase toda uma cópia integral do texto do nosso X-Filer já postado no Fórum. Está tão boa que resolvi usá-la, com apenas algumas modificações muito pequenas. Obrigado João Em 1959 a Jaguar apresentou o novo sedan familiar de gama média, seguindo a velha máxima de Sir William Lyons': "Grace, Pace and Space", que significa algo como "Graça, Rapidez e Espaço". Construído como uma derivação do modelo que substituía, o Mk 1 no velho método de chassis de travessas e longarinas sobre o qual era montada a carroçaria, tratava-se de uma berlina de linhas belas e com performances a condizer. Equipado com motores de 6 cilindros em linha de 2,4 litros, 3,2 litros e 3,8 litros (o bom-velho XK6 derivado da unidade presente no E-Type) a debitar 120cv, 210cv e 220cv respectivamente, o Mk 2 era um familiar com performances de respeito: por exemplo, o 3.8 (mesmo bloco, cambota bielas e pistons que o E-Type mas com cabeça de admissão curva em vez da recta e apenas 2 carburadores SU em vez dos 3 no E-Type, logo, a produzir menos 30cv) fazia os 0-100km/h em 8,5 segundos e atingia uma velocidade máxima de 201km/h, algo notável para um familiar.
Em "conjunto" com o Mk 2, a Daimler também vendeu o seu modelo com a mesma base: chamado de Daimler 250, este modelo era em tudo semelhante ao irmão gémeo Jaguar, excepto a grelha específica e o motor V8 de 2,5 litros da Daimler em alumínio que por ser significativamente mais leve que o XK6 em ferro fundido lhe conferia um comportamento em curva bem mais interessante que o Mk 2.
Graças às características desportivas que faziam deste modelo uma referência no segmento (embora a montagem do pesado motor sobre o eixo dianteiro significasse que no limite ele tendia a ser extremamente subvirador em curva), o Mk 2 rapidamente ganhou reputação com o carro de eleição para a “bandidagem” como carro de fuga ou para as forças da lei como carro de perseguição. Talvez por isso tenha sido o modelo escolhido para ingressar o BTCC (Campeonato Britânico de Carros de Turismo) onde teve até bastante sucesso, tendo sido ao volante de um automóvel destes que o germânico Peter Nöcker foi campeão no ano de estreia do campeonato, em 1963.
Em Setembro de 1967 cessava a produção do Mk 2 com 83.976 unidades produzidas, das quais 30.141 utilizavam o 3.8 como o modelo que apresento. Este Jaguar foi na altura o Jaguar mais vendido de sempre. Surgiram então os 240, 340 (referentes às cilindradas dos respectivos motores), uma evolução do Mk 2 posicionada num como um carro mais barato e que apenas seria produzida durante 2 anos e do qual só se venderam cerca de 7.200 unidades. O motor 3.8 foi retirado de produção na prática, só se tendo vendido 12 unidades por encomenda.
Em 1970, surgia o seu sucessor de grande sucesso: o XJ6. Mais recentemente, em 1999, a Jaguar “homenageou” a elegância do Mark 2 com a produção do S-Type, claramente inspirado neste e criando um dos mais elegantes (e na opinião de muita gente, subvalorizados) modelos da altura.
Este carro tem um lugar na história da Jaguar e dos automóveis ingleses. Por isso, tinha que o ter…
Jaguar Mk II 3.8 (1959) – Model Icons A miniatura é uma Model Icons, fabricante que eu não conhecia e que resolvi experimentar. É uma série limitada de 3.000 unidades (quando o comprei não sabia) e custou em saldos pouco mais que o Maisto habitual. É claramente superior em muitos aspectos, embora tenha uma ou outra falha.
Quanto à qualidade, o molde parece-me mesmo bastante bem, tal como os faróis dianteiros e traseiros. A pintura parece-me apenas razoável, francamente. Penso que lhe falta brilho (o creme também não ajuda, mas ainda assim, bem que poderia estar melhor. Pára-choques e grelha estão muito bem, bem como os restantes cromados e emblemas. O mesmo a nível de faróis e das jantes, que estão óptimas. Os pneus têm uma inscrição, o que não é nada habitual (Dunlop Road Speed). Adicionalmente, abre as quatro portas num ângulo que me parece muito correcto, algo de que não estava à espera.
O motor parece-me simples demais, confesso, embora melhor que o Maisto. No interior há coisas boas e outras menos. Tem um acabamento que imita a madeira no tablier e nas portas e não lhe fica mesmo nada mal. Mas depois, não é alcatifado, o que é pena. Globalmente, em todo o caso, o interior tem um aspecto bastante diferenciado do normal e que lhe assenta muito, muito bem (uma coisa à Jaguar).
Como falhas penso que se podem apontar principalmente duas e são no exterior: a porta do condutor tem uma ligeira diferença de cor face ao resto do carro (isto consegue-se ver em algumas fotos com alguma atenção, até porque a porta do passageiro não a tem) e a junção do capot está algo sobreelevada face ao guarda-lamas, ou seja parece que não encaixa muito bem e fica um bocadinho desnivelado. Isto é mesmo um detalhe. Estes dois temas estão na parte final das fotos.
Em todo o caso, globalmente, estou bastante contente com ele. É pena aquele tema da porta com outra coloração, porque de outra forma estaria mesmo encantado com ele. Se calhar devia ter comprado o vermelho, mas eu queria era o creme… Mas pelo valor é claramente uma óptima aquisição, com detalhes impecáveis de um carro emblemático.
Vamos às fotos…












