Hoje segue mais um desportivo inglês que marcou os anos 60…
Esta mini já foi postada cá no Fórum (noutra cor) e eu próprio já postei o Cabrio branco, mas agora arranjei o Coupé da AA e como sou fã do carro, não podia deixar de o postar na minha área de ingleses e de Lotus.
Perdoem-me a repetição, mas os posts anteriores do Elan Coupé são em vermelho… ora este
é amarelinho, como eu gosto!
Lotus Elan S/E Coupé (1965)(esta introdução é quase igual à do meu post anterior sobre o cabrio)
O Lotus Elan original (type 26) foi lançado em 1962 como um roadster de 2 lugares, tendo surgido depois uma capota rígida opcional em 1963 e uma versão coupé em 1965. O Elan substituiu o elegante, mas menos fiável e caro de produzir Lotus Elite, que já mostrámos cá no Fórum. Foi o primeiro automóvel da Lotus a usar o depois famoso chassis de aço sobre o qual era montada uma carroçaria de fibra de vidro. Com cerca de 680 kg, o Elan personificava a filosofia de design de peso reduzido de Colin Chapman. As versões iniciais do Elan foram também disponibilizadas em kit para ser montado pelo cliente. O Elan era tecnologicamente avançado, com um motor twin-cam de 1558cc, travões de disco nos 2 eixos e suspensão independente nas 4 rodas. O motor usado (Lotus-Ford) era baseado num motor Ford de 4 cilindros e 1500cc, com uma cabeça twin-cam Cosworth. Este motor passaria a ser usado posteriormente num sem número de Lotus de produção e competição.
Como curiosidade, diga-se que a versão original do carro foi desenhada por Ron Hickman, que também projetou o primeiro Lotus Europa como parte do concurso Lotus "projeto GT40” e que fez fortuna por ter projetado a famosa mesa de trabalho Black&Decker.
A versão coupé que é que eu mostro aqui foi lançada em 1965 e também é uma beleza.
Em 1967, foi lançado o Elan +2 com uma maior distância entre eixos e mais dois lugares. O Elan +2 encarnava também muito bem o espírito Lotus: era um coupé desportivo rápido e ágil, com linhas muito elegantes. Combinava as performances e a fiabilidade do Elan Coupé com o espaço e o conforto necessário para alojar mais +2 passageiros. O +2 tinha uma potência entre 108 e 126cv (dependendo do modelo) e permitia uma velocidade máxima de 190 km/h e uma aceleração de 0-96km/h em 7,9 segundos e de 0-160 km/h em 21,8 segundos. Nada mau…
O Elan de dois lugares ganhou ainda mais notoriedade porque foi conduzido pela personagem Emma Peel na série de televisão britânica The Avengers (Os Vingadores, em Portugal). Em 2004, a Sports Car Internacional nomeou o Elan como o sexto carro na lista dos Top Sports Cars dos anos 1960.
A produção do Elan cessou em 1973 e o Elan +2 em 1975. Foram produzidos cerca de 12.000 unidades do Elan original e cerca de 5.200 unidades do 2+2. Devido ao seu design e sofisticação tecnológica, o Elan tornou-se o primeiro sucesso comercial da Lotus, depois da experiência não tão bem sucedida com o Elite, que era mais exótico... Este sucesso foi muito importante para a Lotus, permitindo o financiamento do esforço de competição da marca, com grande sucesso durante mais de uma década.
Dos Elan +2 sobram menos de 1.200 actualmente. A sua raridade, as suas linhas elegantes e o bom desempenho, bem como a sua utilização mais prática são os principais fatores que explicam um interesse crescente por parte dos coleccionadores.
Para finalizar, vale e pena dizer que o Elan original é ainda normalmente referido como tendo sido a inspiração do projeto Mazda MX-5 de 1989 (Miata nos EUA). Segundo parece, ao longo do projecto, a Mazda avaliou constantemente o novo projecto por oposição ao Elan para ter a certeza que o conceito não se afastava muito (isto é especulação, claro). Isto é que é ser marcante na história do automóvel, mesmo quase três décadas depois do lançamento.
Agora fotos do real…

Lotus Elan S/E Coupé (1965) - AutoArt A miniatura é uma AutoArt e já foi mostrada aqui no Fórum, mas em vermelho, como eu disse antes. Ora esta é amarela…
Sendo uma AA, está quase tudo dito. Do ponto de vista do molde parece-me muito bem, bem como a nível dos faróis frontais e traseiros. O tampão da gasolina e os tampões parecem-me muito bem reproduzidos bem como as jantes, os emblemas e mesmo os limpa pára-brisas. E depois tem os faróis escamoteáveis, que são funcionais, o que tem sempre outra graça. Ou seja, no exterior, francamente bem. O interior está também muito jeitosinho, com o painel a imitar a madeira e os manómetros estão também ok. Depois do volante, gosto muito!
No motor, é onde me parece que poderia estar um pouco melhor. Parece que falta ali alguma coisa e nomeadamente alguma cor.
O meu pai passa a vida a falar deste carro, porque marcou a juventude dele e eu ainda andei num quando era mais miúdo. Tinha que constar na minha área de desportivos ingleses, claro está. Espero que gostem.
Vamos às fotos…











Continua…