No outro dia mostrei o Cabrio e muita gente disse que gostava de ver o Coupé. Ora cá está… por outro lado, é o Road Signature e não o AutoArt…é a vida. Sempre estou a trabalhar para a Enciclopédia.
Jaguar XJS (1976) O Jaguar XJ -S (mais tarde, XJS ) foi um GT de luxo produzido pela Jaguar entre 1975 e 1996. O XJ-S substituiu o E-Type (ou XK- E) em Setembro de 1975, e era baseado no sedan XJ. Embora nunca tivesse exatamente a mesma imagem desportiva, o XJ-S era bastante “competente”.
O primeiro XJ-S surgiu em 1975, apresentado como modelo de 1976. O carro foi desenhado no final de 1960 (o projeto XJ27) por Malcolm Sayer, mas após a sua morte, em 1970, foi concluído pela equipe de design da casa Jaguar dirigida por Doug Thorpe. O carro era propulsionado por um motor V12 a gasolina e uma transmissão manual ou automática (mais tarde, ficou apenas com a automática). Um motor V12 não era muito habitual na época, com poucas exceções em desportivos de luxo como os Lamborghini e Ferrari. O carro tinha performances razoáveis, embora não impressionantes, com acelerações dos 0-100 km/h em 7,6 segundos (versão automática) e uma velocidade máxima de cerca de 230 km/h.
O timing do modelo não foi nada bom, uma vez que o carro foi lançado durante a crise petrolífera dos anos 70, e um 5.3 litros V12 não era muito adequado para esses tempos. O estilo também foi alvo de críticas, o que por acaso até se compreende … um bocadinho, devido à sua beleza “especial”. Houve também alguns problemas com a visibilidade para trás, com os alemães, por exemplo, a restringirem a homologação do carro durante muito tempo.
Uma curiosidade: a Jaguar aproveitou várias oportunidades para promover o carro, nomeadamente, nas séries de televisão “Os novos vingadores” e “O Regresso do Santo” (como se lembram já mostrei aqui na minha garagem o carro da primeira série do Santo que era um Volvo P1800, isto porque na altura a Jaguar não quis colaborar na primeira série com o Type E…). Mesmo assim, o sucesso do modelo não foi grande…depois do Type E, era difícil estar à altura dos pergaminhos…
A partir de julho de 1981, o XJ-S tornou-se o XJS-HE, recebendo o novo motor “High Efficiency”, mais económico e eficiente e com uma potência aumentada para 295cv (263cv nos EUA). Simultaneamente, o XJS-HE também teve um restyling no exterior e interior (nova pintura na traseira em vez do anterior preto, novas jantes de liga leve, detalhes cromados na parte superior dos pára-choques, inserções em madeira no painel de instrumentos e portas).
Em 1983 a Jaguar lançou uma versão de 6 cilindros de 3.6 litros e em 1986, a Jaguar lançou o SC (versão targa, com faróis duplos), que não era um verdadeiro cabrio, tinha algumas alterações estéticas e apenas 2 lugares, tendo sido retirados os lugares traseiros. O targa nunca foi um grande sucesso e só em 1988 (12 anos de pois do lançamento), surgiu um verdadeiro cabrio, que esse sim, teve muito melhor recetividade.
O último XJS foi produzido em 4 de abril de 1996, tendo sido produzidas um total de 115.413 unidades durante a sua vida em produção, de 21 anos. O modelo foi substituído pelo XK8.



Este motor tinha um ar um bocado complicado…
Jaguar XJS (1976) – Road Signature A miniatura é uma Road Signature, e como tal é sempre um compromisso entre a qualidade e o preço. Neste caso, temos que ter isso em atenção. Representa o carro, não envergonha na vitrine.
Por outro lado, há depois muita coisa que sendo razoável, podia ser melhor, desde a pintura às jantes, ao interior e a todos os detalhes. A mala não abre, por exemplo. Nem vale a pena comparar muito com o AutoArt do outro dia. O interior até acabou por ser uma boa surpresa, embora um bocado plastificado. Mas o motor então é mesmo muito diferente…
O carro não deixa de ter a mesma elegância… mas não convém comparar muito com o Aa
Vamos às fotos…






Continua…