Há muito tempo que não postava nada. Muito trabalho e falta de tempo…
Mas regresso hoje, com um carro que me é muito querido. É que eu tive um Uno, foi um dos meus primeiros carros a sério, e com o qual me diverti mesmo muito...
Fiat Uno Turbo i.e. (1985) O Uno foi lançado em janeiro de 1983 para substituir o já envelhecido e muito bem sucedido Fiat 127. Em 1984, o Uno foi eleito Carro Europeu do Ano, prelúdio de um grande sucesso que o carro viria a ter posteriormente.
Projetado por Giugiaro (ItalDesign), o Uno estava disponível em 3 ou 5 portas, e tinha uma aerodinâmica muito razoável de 0,34, tendo o carro arrecadado muitos elogios pelo amplo espaço interior e bom comportamento e posição de condução, bem como pela economia de combustível. No interior, destacava-se o painel de instrumentos inovador e os satélites de cada um dos lados do volante, que permitiam controlar múltiplas funções sem retirar as mãos do volante (um pouco ao jeito dos Citroen).
Inicialmente, o Uno foi oferecido com o motor de 903cc, 1.116cc e 1,3 litros a gasolina que transitavam do 127. Um par de meses mais tarde, surgiu ainda o 1.3 Diesel. Ao contrário do habitual na Fiat, os modelos não foram nomeados pela cilindrada, mas pela potência em cavalos: 45, 55, 60, 70 ou 75.
A partir de 1985, surgiu o motor Fire de 999cc, que sendo um motor mais leve e construído com menos peças, tinha um melhor desempenho, economia e durabilidade que os motores anteriores.
O Uno deixou de ser produzido em Itália em 1995, com vendas a atingir mais de 6 milhões de unidades na Europa, tendo continuado a sua produção noutros mercados, por exemplo no Brasil. O Uno foi substituído pelo Fiat Punto lançado no final de 1993.
A versão Turbo Em abril de 1985, surgiu a versão desportiva do Uno: o Turbo. Era um 3 portas, com motor de 1.3 litros sobrealimentado com injecção eletrónica, arrefecido por intercooler. O carro tinha 105cv e foi considerado tecnologicamente mais evoluído que os seus competidores da altura. Tinha também fama de ser mais potente do que os números anunciavam… e era… bastava ajustar a pressão do turbo, o que se podia fazer sem grandes problemas e, desde que sem exageros, sem prejudicar a fiabilidade do motor.
O carro tinha uma suspensão mais desportiva e discos nas rodas traseiras, em vez dos tambores. A versão normal do carro tinha apenas 845kg de peso e com a potência anunciada chegava aos 200 km/h. O carro tinha fama de andar demais, havia mesmo quem lhe chamasse “caixão sobre rodas”, algo muito injusto na minha opinião, mas lá que o carro andava, andava…
A estética era inicialmente bastante discreta, com umas faixas laterais, um pequeno spoiler na tampa da mala e umas jantes de 13 polegadas Abarth. No interior, o Turbo tinha bancos mais desportivos, tapetes vermelhos e mais tarde cintos vermelhos. Havia ainda a opção de ter um painel de instrumentos digital em vez de analógico, algo na moda na altura.
Na segunda série do Uno, houve também uma versão Turbo que ficou ainda mais famosa que a primeira até porque a estética ajudava. Esta versão era baseada num 1.4 litros e atingia 205 km/h.
Seguem umas fotos do real…



E do painel de instrumentos…

E já agora uns vídeos…
O teste de David Cironi…
https://www.youtube.com/watch?v=GAR83v1wK2YEste é uma comparação do Uno Turbo (versão seguinte) com o R5 GT Turbo. Vale a pena na mesma…
https://www.youtube.com/watch?v=PalBpWh8nI8Este está muito giro, não resisti…
https://www.youtube.com/watch?v=VWAdDQnJXuU Fiat Uno Turbo i.e. (1985) – Top Marques A miniatura é uma Top Marques e é a minha primeira aquisição desta marca. Queria muito ter este carro, mas resisti bastante porque achei estupidamente caro. Lá porque são “engineered pela BBR”, achei que não valia o que pediam por ele. Afinal, é quase o dobro de um GT Spirit. Mas apanhei este menino em saldos e não resisti…
Na prática, parece-me uma muito boa miniatura, sendo resinada, claro está. Mas está quase tudo perfeito, desde a pintura, às óticas, às jantes e à grelha. O interior também… tudo somado a única coisa que me parece menos bem é o emblema turbo i.e. que me parece um pouco sobredimensionado. Também me parece que as rodas ficaram pequenas de mais para o tamanho do carro, mas não consigo demonstrar, é uma sensação que eu tenho, não sei que vos diga… Também se notam uns resíduos de cola aqui ou ali, por exemplo, nas ópticas traseiras.
Tudo o resto está muito, muito bem. Por isso, estou muito contente com ele e tinha que partilhar com vocês! Em todo o caso, não me parece melhor que um GT Spirit…
Vamos às fotos…






Continua…