Autor Tópico: The X-Garage 18 - Plymouth Prowler  (Lida 340969 vezes)

Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3165 em: 23 de Junho de 2019, 20:59:16 »


















Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3166 em: 23 de Junho de 2019, 21:00:48 »















Offline buckrog

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Re: The X-Garage 18 - Bugatti Type 57SC Atlantic
« Responder #3167 em: 23 de Junho de 2019, 21:12:25 »
Olá João

Adorei o trio e as fotos! Uau!
O mundo está cheio de coisas bonitas...


Visitem a garagem do Buckrog, que vale bem a pena...
-> http://www.forum-diecast.pt/index.php?topic=7741.0

Offline zwaenepoel

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3168 em: 24 de Junho de 2019, 12:04:55 »
É uma pena que andando algumas páginas para trás grande parte dos post sofra do mal das fotos inexistentes (por culpa dos image hosters).

É que este É O TÓPICO da história do automóvel (e das miniaturas 1/18).

Se calhar o tópico dos "Joões" devia ser passado a livro do FDC! O teu em forma de enciclopédia, o do outro João ( @Commendatore ), em forma de enciclopédia de bolso.

Offline Obsession

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3169 em: 24 de Junho de 2019, 13:08:34 »
Viva

Sempre gostei muito do 959. Fantástico!

Quanto a informação que acompanha as fotos do modelo, inclusivé as que têm companhia, é de facto uma mais valia.

Parabéns pela publicação.

Concordo totalmente com o Jorge!!

Abraço


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Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Bugatti Type 57SC Atlantic
« Responder #3170 em: 24 de Junho de 2019, 14:09:20 »
Olá João

Adorei o trio e as fotos! Uau!

Hehe, obrigado. É o típico caso de "não conseguimos olhar para o futuro e o presente sem compreender o passado". E aqui, passado, "presente"  e futuro ficam muito bem lado-a-lado!

É uma pena que andando algumas páginas para trás grande parte dos post sofra do mal das fotos inexistentes (por culpa dos image hosters).

É que este É O TÓPICO da história do automóvel (e das miniaturas 1/18).

Se calhar o tópico dos "Joões" devia ser passado a livro do FDC! O teu em forma de enciclopédia, o do outro João ( @Commendatore ), em forma de enciclopédia de bolso.

Hehe, obrigado. Efectivamente este tópico foi atingido pela praga dos hosters (e já é a 2ª vez que reponho as fotos) mas não vou desistir. Tenho vindo a repor as fotos aos poucos, à medida que vou conseguindo, mas prometo que irão estar todos de volta!

Sempre gostei muito do 959. Fantástico!

Quanto a informação que acompanha as fotos do modelo, inclusivé as que têm companhia, é de facto uma mais valia.

Parabéns pela publicação.

Concordo totalmente com o Jorge!!

Uma vez mais, obrigado! [:happy14:] Fico contente por haver quem decida investir um pouco para perceber um pouco mais a história por detrás dos carros e das miniaturas (além de mim). Por exemplo, o tópico do @buckrog também é referência, não entra peça sem o seu enquadramento. Para mim, isto é coleccionar, conhecer o que se tem e não simplesmente "amontoar" miniaturas. Mas cada um colecciona como (e o que) quer!

Uma vez mais, obrigado pelas vossas palavras e por passarem por cá! [:happy72:]

Offline Commendatore

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3171 em: 24 de Junho de 2019, 16:42:16 »
Gosto do 959, um Porsche que envelheceu bem.

Não conhecia esta miniatura, talvez por ter deixado o mundo dos 1/18, mas parece-me uma proposta muito consistente e honesta.

Adorei a sessão fotográfica, e saúdo sempre as completas introduções  [:happy14:]

Offline Skotch

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3172 em: 24 de Junho de 2019, 16:50:49 »
Lindo... Uma efeméride a par do F40, lembro-me bem quando saiu um comparativo entre os dois... [:babado:] [:babado:] [:babado:]

Esse trio, bem João, bolinha vermelha no ecrã, sabes bem como aprecio conjuntos iguais e bem fotografados!!! [:clap:] [:happy02:] [:excited:]

Excelente, é só o que tenho a dizer!

 [:happy14:]

Offline GTR74

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3173 em: 27 de Junho de 2019, 11:48:56 »
O eternamente lindo 959 e icónico na história da Porsche. Marcou a história automóvel.

Parabéns pela magnífica introdução e pelas excelentes fotos. Adorei as do trio.

Excelente!!!  [:clap:]

Offline TurboX

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3174 em: 02 de Julho de 2019, 17:52:10 »
Muito bom!  [:wow:] A "montra tecnológica"! Os comparativos entre 959 e F40, que épico!

Já tinha visto esta miniatura de passagem mas nunca liguei muito. Muito boa representação na minha opinião, subiu muito na minha consideração com a tua review. Há ali pormenores deliciosos!

Quando começei a ver as fotos ainda fiquei na duvida se teria aberturas, e depois fiquei rendido  [:happy14:]

Não considerava este Revell, mas passei a considerar  [:yap:] O 959 mais tarde ou mais cedo tem de se juntar à minha colecção!

Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3175 em: 12 de Julho de 2019, 13:24:21 »
Gosto do 959, um Porsche que envelheceu bem.

Não conhecia esta miniatura, talvez por ter deixado o mundo dos 1/18, mas parece-me uma proposta muito consistente e honesta.

Adorei a sessão fotográfica, e saúdo sempre as completas introduções  [:happy14:]

Hehe, muito obrigado meu caro homónimo! Efectivamente envelheceu muito bem, em especial se tivermos em conta que outros contemporâneos não o fizeram tão bem (como é o caso do 924).

Lindo... Uma efeméride a par do F40, lembro-me bem quando saiu um comparativo entre os dois... [:babado:] [:babado:] [:babado:]

Esse trio, bem João, bolinha vermelha no ecrã, sabes bem como aprecio conjuntos iguais e bem fotografados!!! [:clap:] [:happy02:] [:excited:]

Excelente, é só o que tenho a dizer!

Vindo de quem percebe da matéria, não podia receber maior lisonjeio.  [:happy72:]

O eternamente lindo 959 e icónico na história da Porsche. Marcou a história automóvel.

Parabéns pela magnífica introdução e pelas excelentes fotos. Adorei as do trio.

Excelente!!!  [:clap:]

Atrevo-me a dizer que, a seguir ao omnipresente 911, será por ventura o Porsche mais marcante da história da marca.

Muito bom!  [:wow:] A "montra tecnológica"! Os comparativos entre 959 e F40, que épico!

Já tinha visto esta miniatura de passagem mas nunca liguei muito. Muito boa representação na minha opinião, subiu muito na minha consideração com a tua review. Há ali pormenores deliciosos!

Quando começei a ver as fotos ainda fiquei na duvida se teria aberturas, e depois fiquei rendido  [:happy14:]

Não considerava este Revell, mas passei a considerar  [:yap:] O 959 mais tarde ou mais cedo tem de se juntar à minha colecção!

Eu tive rigorosamente a mesma reacção que tu. Quando era puto achava piada ao 959 (lembro-me de a minha mãe me ter dado um Welly 1:35 que ainda hoje guardo e que sempre olhava com admiração o quão largo e esguio era) mas só mais recentemente percebi que esta prol resultante da união entre a Revell e a Exoto estava mesmo bem feitinho e, tendo em conta que o Auto Art custa os 2 rins e 1 olho, esta é a escolha lógica a todos os níveis: está bem executado, com todas as aberturas a que temos direito e não preciso vender um órgão para o comprar.

Obrigado a todos por cá passarem! [:happy72:]

Offline RM_Correia

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Re: The X-Garage 18 - Porsche 959
« Responder #3176 em: 23 de Julho de 2019, 11:52:00 »
Um dos Porsches que tambem cá mora, um icone da marca, contudo esse trio está em grande nivel  [:happy14:]

Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Chevrolet Corvette XP-87 Stingray Racer
« Responder #3177 em: 06 de Agosto de 2019, 19:24:58 »
Obrigado a todos por cá passarem pelo tasco. Agora, como diziam os Monty Python: algo totalmente diferente:

Chevrolet  Corvette XP-87 Stingray Racer - 1959 (Auto Art)

Desde o início que a história do Chevrolet Corvette tem muito em comum com a do Ford Mustang: aliás, o Corvette é o pony car original, um nicho de mercado que surgiu após o final da II Guerra Mundial, em que os jovens soldados regressados do conflito na Europa se haviam apaixonado pelos pequenos roadsters desportivos britânicos. Quando os executivos da GM estavam a decidir o nome do novo modelo, "Corvette" originou da sugestão do Vice-Director de Relações Públicas da GM Myron Scott que sugeriu um nome com ligação militar (como era voga na época pós-guerra), neste caso uma pequena e manobrável embarcação de guerra, a corveta. Apresentado originalmente em 1953 na exposição Motorama do Salão de Nova Iorque, o pequeno roadster concebido por Harley Earl com 2 lugares, motor dianteiro e tracção traseira era mesmo aquilo que os jovens procuravam e o interesse gerado foi suficiente para a GM avançar com a produção em série. A primeira série, com todas as unidades pintadas de branco Polo, tinha carroçaria em fibra de vidro (daí nasceu o conceito do carro "de plástico" que viria a acompanhar todas as gerações do Corvette, quer pelas suas carroçarias em fibra quer em compósito) e motor de 6 cilindros em linha Blue Flame com 3859 cc e alimentado por 3 carburadores produzia uns saudáveis 150 cv.


Os primeiros três anos de produção não foram os mais animadores: no primeiro ano foram produzidas apenas 300 unidades construídas à mão, em 1954, com a introdução de 3 novas cores (Azul Pennant, Vermelho Sportsman e preto), mais 3640 unidades saíram da fábrica e em 1955 a GM limitou a produção a apenas 700, já que tinham um amplo inventário de peças por vender. Foi apenas após 1955 que, com a introdução do V8 de 4340 cc e um redesign cosmético que o modelo se tornou verdadeiramente popular e após mais um facelift em 1960 o Corvette era um êxito. Por esta altura, a GM começou a utilizar o Corvette como base para modelos de competição como o Corvette SR-2 de 1956 ou o Corvette XP-64 SS de 1957, o último criado por nada mais nada menos que o lendário Zora Arkus-Duntov e sua equipa de engenheiros, com vista a “atacar” as 24 h de Le Mans.



Embora esteticamente fosse associável ao Corvette de produção em série, por debaixo pouco tinha restado. Duntov convenceu Harley Earl que fazer um Corvette de competição baseado na estrutura do modelo de estrada (construído num convencional chassis de longarinas e travessas e com eixo rígido na traseira) seria um erro, já que poucas a nenhumas hipóteses teria contra puro-sangues como Ferraris ou Maseratis na pista de Sebring e, a partir de Julho de 1956, iniciaram-se os trabalhos no projecto XP-64 (XP era uma sigla advinda, desta feita, dos projectos aeronáuticos, que significa "Experimental Pursuit"), que viria a ser baptizado de SS ou "Super Spyder". Duntov preparou rapidamente um modelo de argila que a administração deu luz verde e em apenas 6 meses o Super Spyder estava pronto, baseado num leve chassis tubular em aço (que com 840 kg era 430 kg mais leve que o modelo de estrada) com suspensão traseira independente tipo DeDion, travões traseiros montados junto ao diferencial (à imagem do Jaguar E-Type) e carroçaria aerodinâmica em fibra de vidro. Debaixo do capot morava uma unidade motriz que, esta sim, partilhava com o modelo de estada: um V8 em ferro fundido com cabeças em alumínio que com 4638 cc e injecção de combustível Ramjet produzia 315 cv. A participação nas 12 h de Sebring de 1957 não correu, no entanto, da melhor forma: problemas de suspensão veriam o Corvette XP-64 SS desistir após apenas 23 voltas. Pior ainda foi a decisão da AMA (Associação dos Construtores Automóveis) em banir da competição nacional as equipas de fábrica, que levou ao abandono do projecto por inteiro... não sem antes o Corvette SS ser cronometrado nas cerimónias de abertura da corrida de Daytona de 1959 a 250 km/h ou, 1 ano antes, a mais de 295 km/h!


Acontece que com a exclusão dos carros “de fábrica” da competição automóvel, os dois únicos Corvette XP-64 SS construídos (o que competiu em Sebring e o outro era uma “mula” para teste dos travões internos) só podiam ir parar à prateleira… ou então não. O Vice-Presidente de Design da GM, Bill Mitchell, não baixou os braços e o amor que tinha pela competição automóvel levou a que pela avultada quantia de 1 dólar comprasse a test-mule que estava armazenada e usá-la como base para a sua criação. Acontece que nos finais de 1957, Bill tinha lançado uma competição interna entre estúdios de design para ver quem iria desenhar a geração C2 do Corvette e o “prémio” tinha calhado ao designer mais jovem de então, Peter Brock. O então denominado projecto XP-86 (também conhecido por “Q-Corvette”) viu a sua vida corta pela recessão e mudança na presidência mas não morreu completamente: o tema deste coupé viria a ser base para a linguagem do design do modelo de competição financiado privadamente por Bill Mitchell e contaria com os contributos dum Larry Shinoda (responsável mais tarde pelo Ford Mustang Boss 302). A inspiração advinha da raia, um animal marinho esguio, elegante e muito rápido, em inglês, Stingray. Os ressaltos sobre os guarda-lamas, o “nariz” elevado no capot, a grelha ampla na dianteira e os escapes laterais a sair através dumas “guelras” denotam a clara inspiração neste animal.



Mas os responsáveis pelo projecto tinham que ser cuidadosos: a proibição da AMA estava em vigor e a construção de um modelo de competição dentro das instalações da GM ia directamente contra as directrizes da administração. Por este motivo o projecto começou por ser desenvolvido em horário pós-laboral na “cave” do Estúdio B em vez de no estúdio principal da Chevrolet. Sob as indicações de Bill Mitchell, influenciado por o que ele tinha visto nesse Verão em Turim (nomeadamente o belíssimo Alfa Romeo 1900 C2 Disco Volante by Carrozzeria Touring e pelo Ghia IXG de Tom Tjaarda), o projecto XP-87 estava lançado e, embora inicialmente pensado na forma de um coupé, a utilização do chassis SS acabou por ditar a mudança para um roadster. Foi nesta altura que, com a construção do primeiro modelo em argila, o projecto transitou para a chamada Hammer Room (“Sala do Martelo”, assim chamada por se encontrar escondida atrás da parede dum armazenamento de ferramentas), uma sala construída por Bill Mitchell especificamente para o efeito.


Durante 1958 o projecto foi implementado sobre o chassis tubular do Corvette XP-64 SS com distância entre-eixos de 2337 mm, suspensões dianteiras de duplos triângulos sobrepostos com conjuntos mola helicoidal-amortecedor coaxiais e conjunto DeDion traseiro com os travões montados junto ao diferencial (daí as entradas de ar no capot traseiro, dos lados do encosto de cabeça do condutor), que até deixar as “lides” de competição contava com tambores já gastos por forma a reduzir os custos de manutenção bancados por Bill Mitchell) e incluiu uma nova carroçaria em fibra de vidro reforçada (por alumínio a princípio, posteriormente balsa) que, embora claramente produzida para “encaixar” no chassis tubular do XP-64 (mais nenhum Corvette abre os capots daquela maneira), viria a ser a base para a linguagem do novo Corvette C2, que viria a ganhar também a denominação “Sting Ray” como homenagem ao XP-87. Debaixo do capot morava à época, bem atrás do eixo dianteiro, o mesmo V8 a 90º “old school” do Corvette XP-64 SS com 2 válvulas por cilindro comandadas por varetas e ponteiros, bloco em ferro fundido e cabeças em alumínio que, com 4368 cc e injecção de combustível RamJet produzia 315 cv às 6200 rpm e 400 Nm às 4700 rpm. A potência era transmitida às rodas traseiras através duma caixa manual de 4 velocidades e só precisava locomover 998 kg de Corvette.



O Corvette Stingray Racer estreou-se na competição na Maryland's Marlboro Raceway a 18 de Abril de 1959 às mãos do “Dentista Voador” Dr. Dick Thompson, sem qualquer emblema que o pudesse identificar com um Chevrolet ou Corvette. Nessa estreia acabou a corrida em 4º lugar, feito ainda mais notável tendo em conta que o Singray, capaz de atingir os 250 km/h, tinha a tendência a “levantar voo” a partir dos 240 km/h. Os problemas de alta de apoio aerodinâmico na dianteira foram entretanto resolvidos e assim se abriu o caminho para a vitória na classe no Campeonato Nacional SCCA de 1960. Mitchell decidiu retirar-se em alta e isto levou a que os patrões da GM demonstrassem interesse em tornar o carro um “show car” oficial da empresa. As alterações para esse efeito passaram pela inclusão de um banco de passageiro e, mais importante, os emblemas da Chevrolet e os logos com os escritos “Stingray” e a silhueta da raia nos flancos. O carro modificado, agora pintado de prata, foi mostrado como carro experimental e passado 1 ano de cumprir os seus deveres de promoção com distinção, passou a ser o carro de uso pessoal de Bill Mitchell, com o qual era visto amiúde a conduzir aos fins-de-semana com o seu habitual chapéu fedora. Em 1967 viria ainda a ser visto nos grandes ecrãs no filme Clambake como o carro privado da personagem interpretada por Elvis Presley. Actualmente, o Corvette XP-87 Stingray Racer monta um V8 de 5352 cc com injecção mecânica e 375 cv, travões e disco e pode ser encontrado na colecção GM Heritage como o pai do Corvette mais icónico de sempre, o C2 de 1963 e é tido como o Corvette mais valioso do Mundo, avaliado em mais de $10.000.000!


A miniatura que vos apresento representa precisamente o Corvette XP-87 no estado em que actualmente se encontra na colecção GM Heritage, representado pela Auto Art e é, tanto quanto sei, a única representação existente deste modelo à escala 1:18. Antes de mais, lembremo-nos que se trata de uma miniatura já com uns belos anos logo não é propriamente comparável com um Auto Art actual: o modelo está de forma global correctamente proporcionado e, à primeira vista, parece não faltar nada. É certo, no entanto, que o molde dos painéis não é o melhor: o encaixe entre os diversos painéis (em particular o capot dianteiro) não é de todo perfeito e o intervalo entre, por exemplo, o capot e as portas ou o “lábio” inferior ou entre as portas e as embaladeiras é um pouco maior do que encontramos hoje em dia. Outro sítio onde se pode distinguir este Auto Art dos actuais é no interior: o volante é em plástico pintado, embora com o centro cromado, como no original (hoje em dia certamente seria uma pela em fotoincisão) e os cintos de segurança em borracha pintada em vez e tecido. Onde é mais claro é, no entanto, na dianteira: tanto as grelhas de ventilação do capot como a grelha dianteira são nada mais que peças de plástico transparente com as barras metálicas simplesmente pintadas… algo que hoje em dia seria comum encontrar, por exemplo, num Motor Max… mas não num Auto Art.



Exceptuando estes pormenores, o Singray Racer não deixa de ser uma bela peça, cheia de pormenores para nos deleitarmos: no exterior todos os logótipos são em fotoincisão (bem fininha e, no caso dos letterings “Stingray”, com alguma falta de definição no recorte), os fechos do capot são peças separadas belamente cromadas, os escapes têm um acabamento de metal aquecido bastante interessante, até as jantes Hallibrand em magnésio com porca de aperto central estão muito bem realizadas (se bem que hoje em dia as mesmas no carro real foram polidas) revestidas de pneus Goodyear Eagle GT correctos para a época. Mergulhando no interior encontramos uns bancos com acabamento ligeiramente demasiado brilhante mas tudo mais está bastante bem: o painel de instrumentos tem todos os manómetros com boa profundidade (se bem que com alguma falta de definição) e até a etiqueta onde se lê “aperte os cintos de segurança” está lá… ao pé de outros comandos que são apenas impressos no plástico liso. Mas os nossos olhos logo recaem na bela manete da caixa de velocidades que imita madeira e onde se pode encontrar o emblema do Corvette, junto a um extintor “vestido” tal como o modelo original. Ao abrir o capot traseiro pouco há para ver além do depósito de combustível, o arco de rolamento dissimulado sob o encosto de cabeça do condutor e o pneu suplente (cujas fixações podiam ser algo mais que pedaços de plástico preto… no real são elásticos). Já sob o longo capot dianteiro encontra-se o ponto mais forte na peça: o belo motor V8. Aqui é notório o cuidado tido na realização da unidade motriz e seus periféricos, nomeadamente o chassis tubular, as linhas de escape e os escudos térmicos que as isolam de ir demasiado calor que podia danificar o capot em fibra, as suspensões… mas o vistoso colector de admissão (com o omnipresente emblema Corvette) e o sistema de injecção de combustível são mesmo o que acaba por prender o olhar nesta área. Enfim, uma já velhinha mas digna representação deste ícone norte-americano.


« Última modificação: 06 de Agosto de 2019, 19:52:07 por X-Filer »

Offline X-Filer

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Re: The X-Garage 18 - Chevrolet Corvette XP-87 Stingray Racer
« Responder #3178 em: 06 de Agosto de 2019, 19:28:35 »


















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Re: The X-Garage 18 - Chevrolet Corvette XP-87 Stingray Racer
« Responder #3179 em: 06 de Agosto de 2019, 19:30:32 »