Renault 8 Gordini 1300 - 1967 (Solido)Continuando pelas terras de Napoleão, mudamos de escuderia para o fabricante fundado por Marcel, Fernand e Louis Renault em Boulogne-Billancourt, nos arrabaldes de Paris. Em meados dos anos 50, e com a França em franca recuperação da II Guerra Mundial, a necessidade de locomoção agudizou-se e a marca respondeu com o Renault Dauphine e 4CV (mais conhecido pela "Joaninha"), lançados em 1959 e 1961 respectivamente. Estes viriam, no entanto, a ser rapidamente substituidos respectivamente pelo R8 e o 4L.

Enquanto o 4L se tornaria um verdadeiro ícone da história automóvel, o R8 teria uma carreira bem mais discreta. Baseado mecanicamente na plataforma do Dauphine (de onde partilhava a arquitectura básica de motor e tracção traseira, suspensões McPherson à frente e eixo rígido na traseira e a distância entre-eixos de 2270mm), o novo modelo apresentado em Junho de 1962 era efectivamente mais estreito que este. Já o design era substancialmente diferente, muito mais "quadradão" e direito que o Dauphine. Da autoria de Philippe Charbonneaux, o R8 era muito similar ao protótipo de tracção dianteira da Alfa Romeo, o Tipo 103; não era de admirar, na altura ambos os fabricantes tinham um relacionamento estreito entre si: a Renault comercializava Alfas e a Alfa construía os Renault Dauphine!

Mecanicamente, distinguia-se por ser dos primeiros familiares compactos a montar travões de disco às 4 rodas. Atrás do habitáculo morava inicialmente um novo bloco de 956cc e 44cv em posição longitudinal, motorização única até ao aparecimento do 8 Major em 1964 com o bloco de 1108cc e 50cv retirado do Caravelle. Este bloco viria a ser trabalhado para no mesmo ano originar a versão desportiva Gordini, a debitar uns mais saudáveis 90cv. A curiosidade é que este era fornecido apenas em azul e era entregue com duas faixas brancas em autocolante que os proprietários podiam colar que quisessem!

Finalmente, em 1967, o modelo receberia uma revisão que incluía a inclusão de um par extra de faróis e uma nova motorização de 1255cc que debitaria 105cv que, graças a uma caixa curta de 5 velocidades permitia ao leve conjunto de 850kg alcançar os 100km/h em 10,9 segundos e uma velocidade máxima de 174km/h. Este 8 Gordini 1300 já trazia as riscas brancas de origem, tal e qual o modelo que vos trago, e seria produzido até 1970, ano em que seria substituido pelo 12.

O modelo que vos trago é um humilde Solido, com tudo de bom e mau que tal acarreta. O molde é bastante correcto e agradável, correctamente produzido, embora seja pena que não abra, pelo menos, o capot da mala na dianteira (pedir as portas de trás já era muito, não?). O motor está completo sem ser extraordinário, o interior é competente na sua simplicidade (pena os instrumentos serem apenas circulos pintados de branco...) e os pneus até têm a forma das lonas que os originais tinham. Por outro lado, os pontos de fixação dos faróis e farolins são por demais evidentes. No geral é um modelo que me agrada (não me perguntem porquê, eu vi um destes em Faro na minha adolescência e na altura encantou-me o carro, encanto que na sua estética discutível ficou até hoje.

Por fim, tenho que agradecer ao Miguel_V40 por me ter orientado este "bicho irrequieto".
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Espero que gostem da sessão fotográfica... arrojada. Deu-me gozo produzi-la!
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