Wiesmann GT - 2005 (Revell)Em 1985 nasce em Dülmen, na Alemanha, uma empresa fundada pelos irmãos Martin Wiesmann e Friedhelm Wiesmann, um engenheiro licenciado e bacharel em comércio. A marca homónima dos dois irmãos construía inicialmente capotas rígidas feitas por medida para automóveis descapotáveis mas entretanto pouco tardou que não rumassem pela construção totalmente artesanal de automóveis desportivos. Olhando para o logótipo da marca era fácil de perceber a "falta de modéstia": a osga significava que os seus carros "colavam-se à estrada que nem osgas às paredes".

Em 1993 saía da fábrica o primeiro automóvel Wiesmann, o Roadster, com um design
retro claramente inspirado nos roadsters britânicos dos anos 50 e 60 (nomeadamente o Jaguar XK120, do qual a grelha e conjunto de faróis são claramente transpostos). Aliás, a marca refere mesmo que é o "moderno roadster clássico britânico alemão". Bizarro mas com um resultado interessante. Debaixo da carroçaria em materiais compósitos reforçados a fibra de vidro reside a mecânica BMW do 330i (6 em linha, 2979cc e 231cv). Mais tarde, viria a ser oferecido com a opção da mecânica do M3, com o motor de 3246cc com 343cv e a caixa sequencial de 6 velocidades SMG).

Passados 9 anos, e com mais de 300 Roadsters vendidos, acharam que era altura de construir a versão coupé. Eis então que em 2002, no Salão de Essen, é mostrado ao mundo o GT. Esteticamente semelhante ao Roadster, não era possível encontrar um 6 em linha debaixo do capot; em vez disso residia um V8, também ele de origem BMW, desta vez vindo do BMW 540i, com 4398cc e a debitar 333cv (a Wiesmann fez contrato de fornecimento exclusivo de partes mecânicas com a BMW sob compromisso que fossem inalterados para a estrada). Assim, em vez de alcançar os 230km/h e os 0-100km/h em 5,0 segundos que o Roadster permitia, o GT anunciava 270km/h de velocidade de ponta e aceleração dos 0 aos 100km/h em 4,5 segundos. Nada mal para um carro que pesava apenas 1195kg, graças à construção do avançado chassis em alumínio!

O protótipo teve uma recepção tal que a Wiesmann logo se decidiu em entrar com o GT em produção. Em 2003 iniciou-se o desenvolvimento do modelo final de produção que, embora esteticamente alterado apenas em alguns detalhes (como o design das jantes, os espelhos e as saídas de ar do motor), mecanicamente sofreu novo impulso: no salão de Frankfurt era mostrada da versão de produção do Wiesmnn GT, utilizando como base mecânica o V8 de 4799cc do BMW 550i, debitando 367cv e permitindo ao carro agora com 1240kg atingir os 280km/h de velocidade máxima e os 100km/h nos mesmos 4,5 segundos, também fruto da caixa de 6 velocidades mais longa. Ao bom estilo britânico, a tracção mantém-se encarregue às rodas traseiras (com ajuda do controlo de tracção) mas aos quatro cantos encontram-se avançadas suspensões de duplos triângulos sobrepostos com molas Eibach e amortecedores Billstein que põem em contacto com o chão os finíssimos pneus de 245/40ZR19 à frente e 275/35ZR19 atrás.

A partir de 2007 o Wiesmann GT seria chamado de GT MF4 (aliás, toda a gama Wiesmann seria renomeada) e receberia o V8 biturbo do BMW M3, produzindo 407cv a partir de 4349cc, antecipando o aparecimento do modelo topo-de-gama: o GT MF5, baseado no GT MF4 mas fortemente alargado e rebaixado de forma a receber o V10 de 5 litros e 507cv, que atirariam o MF5 para os 300km/h (e um destes 55 exemplares faz de
safety car no Autódromo Internacional do Algarve
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).

Quanto à miniatura, só posso dizer que está excepcional. Que a Revell é um fabricante mais ou menos esquizofrénico (ora faz excelentes modelos como o Volvo P1800S, ora faz mais sofríveis como o BMW 850CSi...) já todos nós sabemos mas este Wiesmann GT é uma verdadeira surpresa! Primeiro, veja-se a pintura, brilhante e vistosa, com um belo metalizado cheio de profundidade; depois o molde, impecável e com todos os elementos no lugar, passando pelas lindíssimas jantes, os pneus de excelente aspecto, os discos de travão com pinça separada, os farolins extraordinariamente realistas, as portas com ausência das "dog's legs", os escapes escurecidos no interior, a grelha com um cromado lindíssimo e com o radiador a espreitar lá atrás, o interior tem uma tonalidade lindíssima, com todos os botões em relevo e manómetros com aro cromado separado, motor completíssimo e fundo de aspecto muito melhor que certos fabricantes mais caros. Espectacular!!

A encontrar "defeitos" só consigo apontar o facto de a porta da mala incompreensivelmente não abrir, o interior não ser alcatifado (querias...) e a grelha inferior da dianteira não ser aberta mas apenas um relevo pintado na carroçaria. Mas nada de mais. Em resumo: vale muito mais do que paguei por ela. E ainda bem!
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